sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Sobre esse amor que me invade...

  Antes de eu engravidar achava bobeira grávida que dizia amar seu bebe antes dele nascer. Confesso, achava a coisa mais nada a ver do universo! Como que você pode amar alguém antes de conhecer? Tipo aqueles casais que só namoram pela internet e dizem que se amam. Depois que o bebe nasce você ama, sim, conforme vai convivendo...  Mas ser mãe é um eterno cuspir pra cima. Aprendi uma coisa: NUNCA fale ou julgue algo pelo qual você ainda não passou. A gente ama SIM, antes de eles nascer, antes de ver o rostinho deles antes de tudo isso. Posso dizer que o meu amor começou no dia que eu ouvi o coraçãozinho dele bater, chorei e não conseguia acreditar que era verdade. Conforme a barriga vai crescendo a gente vai amando mais, cada chutinho, cada ultrassom o amor cresce. 
  Quando eu estava doente, com febre, sozinha no hospital, tremendo e vomitando eu só pedia pra Deus cuidar do meu filho, não pedia nada por mim, só repetia isso: "Cuida do meu filho, cuida do meu filho, cuida do meu filho" em pensamento. Até agora peguei esse costume, qualquer coisa que acontece que me da medo, todo dia antes de sair de casa, quando alguém começa a acelerar um pouco mais o carro, quando qualquer mínima coisa que represente perigo acontece na mesma hora repito o mantra: cuida do meu filho, Senhor, cuida do meu filho. 
  É uma coisa muito surreal, eu não sei explicar... Não tem explicação e realmente não faz sentido, mas eu garanto, a gente começa a amar muito antes deles nascerem.  Hoje, pra mim, meu filho é a coisa mais importante da minha vida, e ele nem nasceu. Só desejo toda a felicidade do mundo pra ele, em primeiro lugar. Você até pode achar que eu estou exagerando, que não é assim, mas realmente, a gente só sabe depois que engravida.
  É um amor engraçado, tem um serzinho ali que depende do teu corpo pra sobreviver, um bebezinho ali vivendo dentro de você, que você sente cada movimento, que você sabe as preferencias, que interage com você, não é nem um pouco como eu pensava. É uma delícia ficar provocando ele, tentando achar qual parte do corpo esta onde, empurrando ele e sentindo ele empurrar de volta. Eu acordo com ele mexendo, pra dormir tenho que esperar ele se acalmar, sempre que estou com fome ele começa a chutar la de dentro como se quisesse dizer: "cadê o rango, mãe?". Pode parecer bizarro mas ele tem preferencia por algumas músicas e por algumas pessoas. Pra mim, o laço mãe-filho começa no momento do positivo. 
  Será que estou louca? exagerando? carente? Não sei se isso é normal, só posso dizer que te amo filho, que te vivo.


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